Queridos Amigos, depois de alguns anos e de algum planejamento decidi mudar o blog de plataforma.
Este espaço permanecerá aqui e ativo, pois não tive coragem de apagar o histórico de Posts. Tem muita coisa aqui, cada linha mais especial e significativa que a outra.
Então, não mais alimentarei este blog, o deixarei como arquivo.
Estou "inaugurando" o NOVAS IDEIAS SINUOSAS.
Espero que continuemos dialogando sempre.
O apoio de vocês é muito especial.
Agora, sigam para:
http://felipefittipaldi.blogspot.com/
Abraços.
Capítulo Dois

Mais Sobre Ele
Outro dia ele conversava com os amigos. Não vou colocar aqui que era em um Bar, e nem que ele bebia Vodka-Tônica, pois caso eu coloque todos terão a certeza de que meu Personagem é um alcoólatra de marca maior, um pau d’água de primeira categoria, o que não é o caso.
Reclamavam da vida, comentavam a rodada da Champion’s League, aumentavam a importância de seus empregos e tentavam de qualquer forma aplicar um ânimo nos seus dias. Ele decidira dias antes em não mais procurá-la, em seguir a sua vida, parar de fumar, fazer mais gols no futebol de sábado e comprar um Ipad. Um homem sem objetivos não é um homem! Não precisava ser nada assim tão específico, mas está ok.
Certas vezes coisas corriqueiras o irritavam profundamente, várias vezes, pra ser mais exato. Coisas absurdamente comuns. Motoristas ruins, atrasos nos voos, a fatura do cartão de crédito - Porra cara, noventa paus em flores... você tava louco!
Sempre buscando sair do comportamento óbvio ululante da sociedade que tanto o deprime começou a comemorar realizações das mais variadas. Realizações que seriam comemoradas pelas pessoas “comuns”. Comemorou quando aumentou a carga do Supino reto. Assistiu Jornal Nacional, comprou uma garrafa de Brahma, tomou um copo da garrafa de Brahma, torceu pela Seleção Brasileira, conferiu (após penar muito para lembrar a Senha) seu perfil no Orkut. Alugou o Blu-Ray de Avatar. Estava se sentindo quase um pária.
Ganhou de um amigo de trabalho um livro de um Educador/Ético/Filósofo/Cristão e sorriu! Depois conseguiu bravamente não atirar o livro da janela do apartamento. Passou pela porta da Igreja sem olhar pra ela e acenar negativamente com a cabeça. O avanço era impressionante.
Vocês não o conheceram antes de tudo isso acontecer... Eu posso falar de como eram as coisas. Melhor ainda, vou exemplificar.
Certa vez numa festa de amigos havia um cara. Estatura mediana, usava um Nike Shox preto e prata, jeans claro e uma camiseta que anunciava para os construtores dos prédios novos da marginal pinheiros, “DIESEL”. Tinha a barba de uns 2 dias, falava com um sotaque diferente e chegou dirigindo um Stilo prata, bem bonito por sinal.
Esse cara cursava ADM em alguma faculdade que eu não me lembro, estava no quarto semestre, eu acho. Não importa. Meu personagem estava num sofá com ela, radiantemente linda, num vestido preto e de salto, do jeito que ele mais gostava. Enquanto cochichavam alguma bobagem impublicável trocavam olhares que faziam com que seus dias valessem a pena. Há dias em que eu tenho uma pontinha de inveja dos dois. Mas voltemos ao assunto.
Para melhorar a interpretação vou agora narrar em primeira pessoa, levá-los a conhecer meu personagem de forma mais direta.
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Levantei-me do sofá para buscar mais um copo de alguma coisa (Alcóolatra do Caralho esse cara). Como é normal nestas recepções, os amigos mais próximos tinham acesso livre á cozinha, e lá estavam as melhores bebidas. Quando volto ao salão recebo uma mão no peito e um olhar de meu melhor amigo que diz – vai devagar.
Sorri pra ele e cruzei o lobby equilibrando os copos nas mãos. Quando digo a vocês que sou ciumento posso estar sendo injusto. Não é bem assim. Só acho que as coisas têm limites. Logo vocês entenderão. Chegando próximo dela me deparo com o Out-Door de Outlet sentado em meu lugar, cheio de sorrisos e tomando uma Long neck de Skol com uma pose de Jece Valadão que era fantástica. Ela estava de pernas cruzadas, com a bolsa no colo, sendo polida, educada.
Apertei a mão dele gentilmente e me apresentei. Ele não me deixou terminar a frase e emendou um – Você é o felizardo! Sorrio e tiro os olhos dele. Não queria que ela se levantasse de imediato, por vários motivos, não seria educado.
Tá, não queria que o filho da puta ficasse olhando para as coxas dela enquanto ela estivesse se levantando, assumo.
Sentei-me no sofá da frente, já que o cara deve ter sido criado em alguma aldeia e não saiu do lugar. Ele me pergunta no que eu trabalho e mais uma vez interrompe meu esboço de resposta dizendo pra ela que ainda trabalha com o pai, e fulmina perguntando- Você se lembra do meu pai Né.
Quase cuspo a Absolut na cara dele, mas mantenho a pose imaginando ter ali uma Submetralhadora Mp-5 ou algo que o valha. Eles se conhecem, claro.
Eu não tive dúvidas, vou fuzilar esse cara aqui mesmo. Claro que era desnecessário, claro que ela estava ali comigo, que usava a lingerie que eu havia pedido, que havia acordado no mesmo dia e tomado café no meu apartamento usando só a minha camisa branca... Hoje tudo é mais fácil de entender, mas á época, in loco, com o cheiro dela ali, era difícil não fazer nada e olimpicamente resistir como um cavalheiro.
Qualquer comportamento rude que eu tivesse seria por ela prontamente reprovado, assim sendo tive que buscar soluções sutis. Eu não poderia chamá-lo para jogar futebol e quebrar acidentalmente seu pescoço, não seria sutil o suficiente.
Mas que exagero!!!!!! Dizem vocês neste exato instante. Claro. Entendo. Mas vocês não cruzaram aquele salão vendo o garoto-boutique cheio de sorrisos e micro mordidas de lábios, felicíssimo em vê-la depois de tanto tempo, sendo que jamais teve um contato assim tão próximo nos anos em que estudaram na mesma escola. Um rascunho do arquétipo de ser humano que não cogita refletir um segundo sobre a sua própria existência. Um cara que coleciona fotos digitais de garotas em sua cama, crente que se aproveita delas, - imbecil - não sabe nada sobre garotas. Mas o que eu posso cobrar desses caras, nada. Ela não gostava quando eu manifestava esse meu lado mais radical, e por ela eu o deixava guardado para mim mesmo.
Voltando ao Lobby.
O cara é fenomenal, conseguiu anabolizar tanto sua própria saga diária que quase despertou meu respeito, como se eu ou ela fôssemos acreditar, ou nos importar. Mas os poucos minutos em que a situação se mantém assim fazem com que meus olhos mudem de cor, eu imagino.
Assim que ele começa a falar sobre suas incursões nas baladas eu não consigo segurar um riso discreto entre os lábios. Mordeu a isca. Vou lançando frases e finjo me interessar pelos princípios do cara para levá-lo a dizer o que eu preciso que ele diga. E no ponto crucial, no argumento que faria dele um cara diferenciado, um puta cara para se conhecer melhor, se aproximar, sair, conversar, provocar nela uma fagulha de interesse eu o fulminei com poucas frases.
Ele dizia que não “pega” qualquer uma, que não é de aprontar, que busca algo mais. Bebe mais um gole da cerveja, olha nos olhos dela e diz que sempre sai pelas baladas procurando por “aquela mina”. Aquela que é isso e aquilo, a que é diferente das demais. Aquela que faz com que os olhos brilhem, que acelera o coração. Nem vou comentar sobre os clichês horríveis.
Pego-a pela mão, coloco o copo na mesa e disparo o golpe de misericórdia.
- Cara, sinto muito em te informar, mas pode economizar sua grana nas baladas. Na sua busca. Essa mina que você procura, essa mina que todos procuram, eu já encontrei.
Olho nos olhos dela, beijo sua boca e digo no seu ouvido que a amo. Ela se levanta, sorri de forma fulminante e me diz tudo o que eu precisava ouvir.
- Vamos pra casa.
A abraço e avanço pelo lobby. Se há uma definição de felicidade, ela se encaixa aqui.
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Meu personagem é mais ou menos assim, mas vocês vão o conhecer melhor daqui pra frente.

Parênteses, de Mario Quintana;
( Em meio ao turbilhão do mundo
O poeta reza sem fé)
E precisa dizer mais alguma coisa?
Mumford And Sons - White Blank Page, Sétima música do Álbum Sigh No More.
Sensacional.

Páginas e páginas. Letras, madrugadas, sonhos.
O Sol.
A doçura de um sol que eu mesmo desenhei.
E que apaguei do meu céu. Céu que nunca de fato foi meu.
Contei os dias em capítulos.
Os meses em crônicas.
Os anos em linhas.
Enterrei meu coração na curva de um rio.
Seus passos.
Distantes.
Consoantes.
Nenhuma ilusão.
Depois de tantas palavras, elas faltam.
E creio que não preciso mais delas.
Tudo é muito claro.
(...)
Defina Ironia.
Quem acredita em destino?
Afinal, na última cena, London vai embora.
O tempo verbal mais cruel é o futuro do pretérito.

Há dias que são mais difíceis. A cabeça teima em ficar perdida, as mãos continuam a doer sistematicamente. Eu sempre digo que nós sentimos tudo o que acontece conosco direto no corpo.Somatização, para uns.
Sempre fui cético e prefiro não tentar rotular estes processos, nem pra lá e nem pra cá.
Mas é estranho que estímulos sensoriais ainda nos levem pra lugares os quais não gostaríamos de estar. Ou que evitaríamos á morte. O processo para se tornar imune aos eventos da vida é doloroso, complexo e demanda um grau muito avançado de algum tipo de iluminação.
Ou você é muito confiante;
Ou você é muito aéreo;
Ou você finge muito bem.
Consigo poucas das três coisas acima. Imagino em que ponto essas mesmas coisas atingem outras pessoas.
Uma foto, um sorriso, uma madrugada.
Ou várias madrugadas.
Fez falta?
Algo fez falta?
Ainda importa?
As perguntas matam os homens conscientes.
Once upon a time I was of the mind
To lay your burden down
And leave you where you stood
And you believed I could
You'd seen it done before
I could read your thoughts
Tell you what you saw
And never say a word
Now all that is gone
Overwith and done - never to return
(...)
I can tell you why
People die alone
I can tell you I'm
A shadow on the sun
Staring at the loss
Looking for a cause
And never really sure
Nothing but a hole
To live without a soul
And nothing to be learned
I can tell you why
People go insane
I can show you how
You could do the same
I can tell you why
The end will never come
I can tell you I'm
A shadow on the sun
Shapes of every size
Move behind my eyes
Doors inside my head
Bolted from within
Every drop of flame
Lights a candle in
Memory of the one
Who lives inside my skin
Shadow on the Sun - Audioslave
Parte da trilha sonora do fantástico Filme "Colateral".
Nada é por acaso.
Capítulo Um.

Ele toma o segundo pint de cerveja apoiado de forma distraída no balcão do bar. Ri sozinho enquanto percebe a bartender tatuada errando a receita do cosmopolitan que serviria pra uma garota de olhos claros.
Enquanto isso ela caminha nua pelo quarto, procurando algo por sobre a cama, numa imagem que ele guardaria para toda a sua vida. Seus pés deslizam elegantes no piso de madeira e ela canta alguma melodia que eu não pude identificar.
Ele sempre freqüenta aquele lugar por ser muito amigo do baterista da banda residente, um sujeito de cabelos compridos e sorriso simpático. Ele divaga entre uma tragada e outra do cigarro fumado rapidamente pelo sujeito sentado ao seu lado. Com mãos pequenas, uma pulseira ridícula e aquele perfume que "ganhou" as pesquisas como o mais vendido do ano passado.
Ela escolhe cuidadosamente a roupa. Tenta achar embaixo da cama aquele peep-toe que jura que é Fúscia, mas que eu sempre achei que era roxo. Nem faço ideia de porque conheço a palavra Peep-Toe, e nem a cor fúscia, mas sigamos.
O vestido desliza pela sua pele já devidamente perfumada, ela se olha no espelho examinando meticulosamente a distribuição dos seus cabelos, dá um sorriso tímido, pega a chave do carro e sai fazendo aquele barulho característico com o salto do sapato no solo.
Ele dobra as mangas da camisa para montar uma imagem mais despojada.
Ela coloca pulseiras discretas, para montar uma imagem mais despojada.
No banco do carro dela está um livro que ele recomenda para todos os seus amigos.
Enquanto engata uma conversa aparentemente agradável com conhecidos ele pede o terceiro pint, ela procura no som do carro a música que toca no celular dele todas as manhãs.
Os gestos calculados com que eles caminharam pela entrada do bar são incrivelmente parecidos.
Ele conta as tábuas que formam o chão do palco. Está entediado.
Ela finge que presta atenção naquilo que os caras falam insistentemente pra ela durante a noite. Sorri de forma sexy com seu batom indefectível enquanto se afasta de forma suave. Mas eles não entendem linguagem corporal. Como aquela que ele usa quando consulta as horas pela quinta vez enquanto conversa com uma moça desinteressante.
Quando a banda começa uma música específica ambos olham para seus copos, pensam algo por alguns segundos e voltam a olhar para o palco.
O baterista toma a segunda garrafa com um líquido que jura ser água.
Ele a percebe em meio á fumaça. Pensa por segundos em suas coxas por baixo do vestido. Inevitável.
Ela não consegue ver direito se é mesmo uma tatuagem no braço esquerdo dele ou seria apenas uma sombra.
As luzes se apagam para mais uma música.
No Ipod que ela carrega na bolsa estão compilados os 3 Cd’s que fazem a Main Playlist que ele mantém salva no computador.
Ambos gostam inexplicavelmente daquele filme meio desconhecido que trata do amor e de suas vítimas.
Mas nada disso importa.
Não mais.
Ele foca o olhar nela enquanto ela dança.
Fixamente.
Vários garotos vão falar com ela. Todos com a voz já distorcida, os olhos vagos e vestindo camisetas Pólo um número menor. Ela gosta da atenção, mas não passa muito disso.
Ele paga a conta e pede uma garrafa de água para levar pra casa.
Ela procura algo na bolsa.
Ele passa por ela, toca de leve as suas costas, fala algo em seu ouvido, olha em seus olhos, coloca a garrafa em suas mãos e sai.
-Sei que você toma água no intervalo da banda. Lembro-me ainda de algumas coisas.
Ela fecha os olhos por alguns segundos e não consegue sorrir enquanto ele vai embora dizendo ...
-Boa semana.
(...)

O som do carro toca aquela música que eu não gosto de ouvir, é madrugada e as luzes da cidade mais próxima ainda parecem apenas pequenas estrelas que alguém pregou nos seus lençóis.
I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow
Enquanto terminamos de acertar os últimos detalhes para o lançamento do projeto "MaisDisso" vou usar este espaço para explicar melhor o que ele será.
O MaisDisso será um Blog mulstidisciplinar, escrito por várias pessoas e que tratará de quase todos os assuntos que podem interessar um ser humano consciente!
Nossa equipe tem Publicitários, Juristas, Analistas de Relações Internacionais, Jornalistas e o mais importante, todos escrevendo não apenas sobre sua área de atuação profissional, e sim sobre o que julgar interessante.
Variedades, Cultura POP, Política Internacional, Poder, Cotidiano, Música, Comportamento e o que mais der na telha.
Estou orgulhoso de fazer parte deste Projeto.
Por enquanto, acessem em http://agcuringa.com.br/blog/
Hoje coloco lá o primeiro artigo, sobre alguns aspectos das crises dos regimes ditatoriais na Líbia e no Egito.
Parece chato, mas não é. Vale a pena dar uma lida, lá a linguagem é diferente, não vai parecer o William Wack falando.
Continuarei a escrever aqui, já que é outra pegada, outra intenção, outro formato.
Conto com o apoio de vocês que acessam aqui, poucos mas muito especiais.
Tenho também posts pra colocar aqui, só estou sem tempo.
Um Abraço.

Neste tempo de frivolidades e relações sociais tênues eu me afasto.
Sinto falta dos sonhos, dos carros, dos gramados...
Busco um sentido.
Busco somar todos os sentidos.
Quero ser um romancista Russo suicida do início do Século XX.
Quero ser o astro do meu time.
Quero organizar a minha vida.
Quem dera organizar a sua.
Ser lembrado pelas minhas ideias, alinhar os meus sentimentos.
Get some relief.
Ser mais sociável.
Não me preocupar com nada disso.
Tocar as suas mãos.
Fazer um texto com uma mínima coesão.
Esvaziar a minha WhiteBoard e encher os kilômetros da minha moto.
Comer mais um Cornetto Barra...
Ler seus pensamentos
Ser seus pensamentos
Ou não.
Ver-te Partir.
Para um breve Hiato.
Sorrir.
Ser um pouco menos chato.
Quando você prova o Extraordinário sua vida vira de pernas pro ar.
Personificar a felicidade de Lingerie Cor-de-rosa.
Viver, enfim.

Ao longo das janelas mortas, de Mário Quintana.
Ao longo das janelas mortas
Meu passo bate as calçadas.
Que estranho bate!...Será
Que a minha perna é de pau?
Ah, que esta vida é automática!
Estou exausto da gravitação dos astros!
Vou dar um tiro neste poema horrivel!
Vou apitar chamando os guardas, os anjos, Nosso
Senhor, as prostitutas, os mortos!
Venham ver a minha degradação,
A minha sede insaciável de não sei o quê,
As minhas rugas.
Tombai, estrelas de conta,
Lua falsa de papelão,
Manto bordado do céu!
Tombai, cobri com a santa inutilidade vossa
Esta carcaça miserável de sonho...
Um poema que fala de uma sede insaciável de "não sei o quê" e de "vida automática" já deveria ter aparecido aqui há tempos.
Agora vou eu, dar um tiro nessa minha tarde horrível.
What tongueless ghost of sin crept through my curtains?
Sailing on a sea of sweat on a stormy night
I think he don't got a name but I can't be certain
And in me he starts to confide
That my family don't seem so familiar
And my enemies all know my name
And if you hear me tap on your window
Yer better get on yer knees and pray panic is on the way
My pulse pumps out a beat to the ghost dancer
My eyes are dead and my throat's like a black hole
And if there's a god would he give another chance
An hour to sing for his soul
O Noel Gallagher pode ser uma pessoa detestável, mas sabe o que faz quando o assunto é música.

"A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo."
Do Gênio, Vladimir Maiakovski
Filho da Terra Mãe, assim como a Regina Spektor


Em noites de insônia quase sempre surgem devaneios.
Sobem e descem na mente, como bailarinos bêbados.
Parecem deslizar pela consciência, enquanto não consigo definir se durmo ou ainda estou alerta.
Lembro-me das ladeiras de paralelepípedos de Curitiba.
Das ruas arborizadas da Zona Oeste de São Paulo.
Das vidas que vivi.
E das que desejei viver.
Capturo uma ideia, sinuosa como de costume.
Uma frase.
" a devoção é uma forma bastante cruel de escravatura..."
Em todos os sentidos.
Desta vez, na acepção literal da palavra

I can hear what you're thinking,
All your doubts and fears,
And if you look in my eyes, in time you'll find,
The reason I'm here.
And in time all things shall pass away,
In time, you may come back someday.
To live once more, or die once more,
But in time, your time will be no more.
You know your days are numbered,
Count them one by one,
Like notches in the handle of an outlaw's gun.
You can outrun the devil, if you try,
But you'll never outrun the hands of time.
In time there surely, come a day
In time all things shall pass away,
In time you may come back some say.
To live once more, or die once more,
But in time, your time will be no more.
(...)
Alguém se lembra do que se trata?
Destacando que o Sr. Eastwood está ali só pra ilustrar.
Darling, won't you ease my worried mind?
(...)
Ok, não é o Blog mais politicamente correto.
Mas sempre tem coisa boa.
Esta semana, acompanhei este post lá no Testosterona.
http://testosterona.blog.br/2010/12/01/situacoes-em-que-as-mulheres-ficam-sexy-e-nem-sabem-disso/
Situações em que as mulheres ficam sexy e (talvez) nem saibam.
Concordo plenamente nessas:
Quando elas andam descalças dentro de casa;
Tomando café da manhã, só de calcinha e com a sua camisa;
Eu já devo ter falado disso, só que eu sou um pouco mais comedido.
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